
Conheça cinco lugares onde as mulheres fizeram história
Fábio Brandt
Por todo o mundo, algumas mulheres se destacaram, deixaram um legado para as futuras gerações e colocaram na história os lugares por onde passaram. No Dia Internacional da Mulher, confira alguns deles:
Luxor (Egito):
No século XV a.C., Hatshepsut tornou-se faraó após a morte do pai e do marido e permaneceu na posição por 22 anos, até sua morte. Contrariando a tradição, ela adquiriu o estatuto de divindade e outras características dos faraós (usando até a barba postiça). Sua memória está preservada num complexo de templos chamado Deir El Bahri, na margem oeste do Nilo. Entre os templos se destaca o Djeser-Djeseru ("Sublime das Sublimes"), homenagem póstuma feita por um fiel ministro - e suposto amante.
No século XV a.C., Hatshepsut tornou-se faraó após a morte do pai e do marido e permaneceu na posição por 22 anos, até sua morte. Contrariando a tradição, ela adquiriu o estatuto de divindade e outras características dos faraós (usando até a barba postiça). Sua memória está preservada num complexo de templos chamado Deir El Bahri, na margem oeste do Nilo. Entre os templos se destaca o Djeser-Djeseru ("Sublime das Sublimes"), homenagem póstuma feita por um fiel ministro - e suposto amante.
Lesbos (Grécia):
Por causa da poeta Safo, que nasceu e viveu na ilha entre os séculos VII a.C. e VI a.C., o nome do local deu origem ao termo "lésbica". A obra de Safo exprime paixão e ciúmes, inclusive por outras mulheres, tendo sido censurada durante a Idade Média. Localizada no mar Egeu e de origem vulcânica, a ilha é montanhosa, coberta por vegetação e cheia de praias famosas. Anualmente, Lesbos organiza o Festival da Mulher, em setembro, e a cidade natal de Safo, Eressos, recebe inúmeros grupos de turistas lésbicas.
Por causa da poeta Safo, que nasceu e viveu na ilha entre os séculos VII a.C. e VI a.C., o nome do local deu origem ao termo "lésbica". A obra de Safo exprime paixão e ciúmes, inclusive por outras mulheres, tendo sido censurada durante a Idade Média. Localizada no mar Egeu e de origem vulcânica, a ilha é montanhosa, coberta por vegetação e cheia de praias famosas. Anualmente, Lesbos organiza o Festival da Mulher, em setembro, e a cidade natal de Safo, Eressos, recebe inúmeros grupos de turistas lésbicas.
Rouen (França):
Nessa cidade, Joana D'Arc foi executada numa fogueira em 1431, aos 19 anos. D'Arc acreditava ser uma enviada de Deus e liderou tropas francesas durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), travada contra os ingleses. Estes a aprisionaram (numa torre que Rouen conserva até hoje) e a condenaram por heresia. Absolvida pela Igreja, Joana foi canonizada em 1920, tornando-se padroeira da França, ao lado de Santa Maria e Santa Teresa. A cidade a homenageia com uma igreja e um museu situado no local de sua morte, a Place du Vieux Marché.
Nessa cidade, Joana D'Arc foi executada numa fogueira em 1431, aos 19 anos. D'Arc acreditava ser uma enviada de Deus e liderou tropas francesas durante a Guerra dos Cem Anos (1337-1453), travada contra os ingleses. Estes a aprisionaram (numa torre que Rouen conserva até hoje) e a condenaram por heresia. Absolvida pela Igreja, Joana foi canonizada em 1920, tornando-se padroeira da França, ao lado de Santa Maria e Santa Teresa. A cidade a homenageia com uma igreja e um museu situado no local de sua morte, a Place du Vieux Marché.
Sêneca Falls (Estados Unidos):
A primeira convenção dos direitos das mulheres foi elaborada nessa cidade do Estado de Nova York, nos dias 19 e 20 de julho de 1848. O documento, chamado "Declaração de Sentimentos", relacionava reivindicações de centenas de mulheres reunidas na Capela Wesleyan - situada na Fall Street e, hoje, aberta a visitas. Entre as participantes, estava Elizabeth Cady Stanton, cuja casa está no roteiro turístico da cidade, assim como o Women¿s Rights National Historic Park, onde é possível ver exposições e filmes sobre a convenção.
Buenos Aires (Argentina):
Em 1977, mães de presos e perseguidos políticos da ditadura militar argentina (1976-1983) se manifestaram na Praça de Maio. Elas queriam saber o paradeiro de seus filhos. Como o estado de sítio estabelecido na época proibia protestos e associações desse tipo, logo algumas mães também entraram para a lista de desaparecidos, que totalizava 30 mil pessoas no final do regime. Até hoje, todas as quintas-feiras, as "Mães da Praça de Maio" se reúnem em torno da Pirâmide de Maio - considerada sítio histórico da capital argentina.
Em 1977, mães de presos e perseguidos políticos da ditadura militar argentina (1976-1983) se manifestaram na Praça de Maio. Elas queriam saber o paradeiro de seus filhos. Como o estado de sítio estabelecido na época proibia protestos e associações desse tipo, logo algumas mães também entraram para a lista de desaparecidos, que totalizava 30 mil pessoas no final do regime. Até hoje, todas as quintas-feiras, as "Mães da Praça de Maio" se reúnem em torno da Pirâmide de Maio - considerada sítio histórico da capital argentina.
(Sugestões tiradas do livro 100 Viagens Que Toda Mulher Precisa Fazer)
100 Viagens Que Toda Mulher Precisa Fazer - (100 Places Every Woman Should Go, 2007). De: Stephanie Elizondo Gries (1974-). Editora: Novo Conceito www.editoranovoconceito.com.br).
Tradução: Camila Werner. Primeira edição, 304 págs. R$44,90.
Tradução: Camila Werner. Primeira edição, 304 págs. R$44,90.
Fonte: Portal Terra
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