Procure ser humilde em todas as circunstâncias.
Humildade não é dizer "sim" a tudo e a todos.
Nem é apregoar que somos humildes.
Não é agachar-se mentalmente a tudo o que os outros dizem.
Não!
Humildade é saber exatamente o que somos e o que valemos.
É conhecer-nos a nós mesmos, procurando corrigir sinceramente nossos
defeitos, e não
nos querendo impor aos outros.
Quem é humilde, em geral, não sabe que o é.
Mas quem não é humilde é que pensa que é.



A beleza está em toda parte:
E talvez,em cada momento de nossa vida.
Olhe bem a sua volta,e repare nos mínimos detalhes.
A beleza que Deus nos dá diariamente.
sempre há tempo para mudanças
Quando vc muda seu modo de pensar,mudam suas crenças.
Quando vc muda suas crenças,mudam suas expectativas.
Quando vc muda suas expectativas,muda a sua atitude.
Quando vc muda sua atitude,muda o seu comportamento.
Quando vc muda seu comportamento,muda o seu desempenho.
Quando vc muda o seu desempenho,você muda sua vida!

Tudo na vida tem um propósito ...
Por mais simples que possa parecer,
Nada acontece por acaso.
Seja uma folha que cai,
Ou um simples pássaro que voa
Tudo tem uma razão, um motivo,
um propósito ...
E sabe qual o meu propósito nesse momento?
Tentar lhe dizer em poucas palavras,
o quanto você é especial!!
Especial pra Deus,Pra sua família,
Seus amigos, E é claro,
ESPECIAL PRA MIM!!!
Afinal, amigos são como pedras preciosas:
Quem não tem quer ter,
E quem já tem, jamais quer perder."


Dєsєjσ qµє VOCÊ тєηhα ησ σlhαr...
σ єηcαηтαмєηтσ đα viđα!
Qµє тєηhα ησ cσrαçãσ...
α þlєηiтµđє đσ αмσr!
Qµє αcrєđiтє...
ηα grαηđєzα đє DєµS,
ησ đєsтiησ đσ мµηđσ,
ηα вєlєzα đα viđα є
ησs sєµs sσηhσs!

Que a cada manhã ao abrir os
olhos você sinta em seu coração
a certeza que a vida lhe espera
de braços abertos para receber
seus sonhos e realizá-los.

Sem Sonhos, as perdas se tornam insuportáveis,
as pedras no caminho se tornam montanhas,
os fracassos se transformam em golpes fatais.

Mais, se você tiver Grandes sonhos...
Seus erros produzirão crescimento,
seus desafios produzirão oportunidades,
seus medos produzirão Coragem.

Quando estiver em dificuldade e pensar em desistir,
OLHE PARA TRÁS
e lembre-se dos obstáculos que já superou.
Se tropeçar e cair, levante, não fique prostrado,
OLHE PARA A FRENTE
e esqueça o passado.
Ao sentir-se orgulhoso por alguma realização pessoal,
OLHE PARA DENTRO
e sonde suas motivações.
Antes que o egoísmo o domine, enquanto seu coração é sensível
OLHE PARA OS LADOS
e socorra aos que o cercam.
Na escalada rumo às altas posições, no afã de concretizar seus sonhos,
OLHE PARA BAIXO
e observe se não está pisando em alguém.
Em todos os momentos da vida, seja qual for sua atividade, lembre se de Deus.
Acredite em Você

Não importa o que é o mundo, o importante, são os seus sonhos.
Não importa o que você é, o importante é o que você quer ser.
Não importa onde você está, importa prá onde você quer ir.
Não importa o porquê, o importante é o querer.
Não importam suas mágoas, o importante mesmo são suas alegrias.
Não importa o que já passou, O passado?
Guarde na sua lembrança. Nunca pense em julgar.
Não veja, apenas olhe. Não escute, apenas ouça.
Não toque, sinta. Acredite naquilo que quiser.
E, não adianta sonhar, se você não lutar.
O mundo é um espelho. Não seja só o seu reflexo.
Só acreditando num futuro Você conseguirá a paz
Para alcançar seus sonhos. Afinal, o que importa?
Você importa. Acredite em você!

Os gestos também falam

Quando as palavras calam, os gestos falam.

Vivemos às vezes situações em que as palavras parecem desaparecer do nosso vocabulário. Elas ficam todas emboladas no nosso estômago, sobem até a garganta e não sabemos, não temos idéia de como colocá-las para fora. São muitas vezes quando nossos amigos mais precisam de nós. E, justamente, é aí que encontramos essa barreira. Não sabemos o que dizer, não temos explicação aceitável para o sofrimento, temos medo de falar algo que não devemos e nos quietamos.

Achamos com facilidade palavras, repetidas e gastas mesmo na maioria das vezes, para expressar nossa alegria, nosso desejo de felicidade ao outro e não nos importamos se alguém já disse ou não. Pegamos emprestadas essas frases corriqueiras e fazemos delas nossa mensagem. E nossos amigos recebem isso de coração aberto, sorriso estampado, porque eles fazem também uso disso. É de praxe, é normal, é gentil, é nobre. É milhões de vezes melhor que o esquecimento.

Nossa grande dificuldade é expressar em palavras de consolo quando nós mesmos temos um coração moído pela dor de ver o sofrimento do outro e termos a consciência que não podemos fazer nada!

Vai passar, sabemos disso, pois todas as dores passam, como passam as noites de lua e os dias de sol. Nada é estável e constante.

E queríamos tanto encontrar as palavras exatas que amenizasse o sofrimento, que trouxesse consolo imediato, que anestesiasse ou curasse de vez! E lá, nesse exato instante, as palavras morrem.

Mas eis um segredo que só os anjos conhecem: os gestos falam!

Flores falam muito. Um beijo fala. Um afago fala de voz doce e suave. Uma presença, mesmo calada, fala demais. Um abraço fala muito alto. Um olhar sincero diz tanto! Uma mão que segura outra mão fala como várias bocas e centenas de corações ...

Quando as palavras se recusarem a sair de você, fale com gestos. O outro compreenderá.

Seja você o anjo calado que vai trazer um lenço e vai ficar do lado para o outro se sentir menos sozinho. Dar de si vale mais que todas as palavras do dicionário juntas. E nesses instantes, Deus se cala também. Ele se contenta, como nós, de olhar com ternura e Ele sente prazer em nós.

Autoria: Letícia Thompson
(http://www.leticiathompson.net/Os_gestos_tambem_falam.htm)


Precisa de Uma Mão?

Ensinar pode ser uma profissão desafiadora. Há dias que parecem não ser suficiente para tudo. Quantos pequenos rostinhos tão ansiosos, tão confiantes e tão dignos de sua atenção. Como você pode alcançar a todos? Não há minutos suficientes em um único dia - principalmente quando os pequenos rostinhos são do jardim de infância.

As crianças caminham até a escola prontas para dizer "OLÁ!" ao mundo. Tudo as deixa excitadas - da poeira de giz em seu cotovelo ao inseto que rasteja em sua mesa. São adoráveis, cheios de energia, curiosos, cheios de energia, motivados, cheios de energia, ansiosos por aprender - e eu mencionei que são também cheios de energia? Trabalhar com crianças do jardim de infância é como tentar manter ao mesmo tempo um quarto cheio de bolinhas de pingpong todas debaixo d'água. Mas há também aqueles momentos que fazem tudo ter muito valor. E Lucy criou um destes momentos.

Lucy nunca tinha ido ao jardim de infância antes. Estava excitada com as atividades, as crianças, a sala de aula e o ruído. Lucy gostou especialmente do ruído. Em sua casa as coisas não eram muito ruidosas. Quando sua família falava, não havia nenhum som. Seus pais eram mudos, e toda conversação era através da linguagem de sinais.

Agora Lucy experimentava a maravilha de uma segunda linguagem - estava começando a falar!

Enquanto o ano passava, Lucy prosperava.

Veio o Halloween com abóboras e fantasias. O peru de Ação de Graças. E veio o Natal, o melhor de todos. Papai Noel viria logo, e as crianças criavam seus próprios trabalhos para lhe dar as boa vindas. Dúzias de minúsculas mãos foram ao papel colorido. Centenas de minúsculos dedos cortando cartolinas. Orgulhosas, as crianças apresentavam seus trabalhos à professora, que os colou na porta. Havia o corte vermelho para a roupa do Papai Noel, o branco para a barba, e até mesmo o preto para a bota. Ficou bonito! E só faltava as mãos.
Lucy estava animada. Adorou desenhar e cortar. Tinha sido muito divertido. Foi para casa e continuou cortando e desenhando e cortando. Quando terminou, escolheu a melhor mão de todas para levar à sua professora.

No dia seguinte Lucy mal podia esperar. Assim que chegou à sala de aula abriu sua mochila e tirou o seu presente.

Orgulhosamente, apresentou sua melhor mão para a professora. A professora abaixou-se e deu um abraço em Lucy, mas ficou meio confusa com o presente. No dia anterior, Lucy tinha feito um trabalho tão maravilhoso. Seu traçado, seu corte, tinha estado bem ao nível de habilidade de seu grupo de idade. Mas o de hoje - bem, não era exatamente o melhor trabalho de Lucy.

- Você gostou? Lucy perguntou ansiosa.

A professora sorriu.

- Sim, querida. Mas Lucy, faltam alguns dedos. Aconteceu alguma coisa?

Havia alguns dedos faltando - era óbvio assim que você olhasse a mão. O polegar, o indicador e o dedo mínimo tinham sido cortados com perfeição. Os outros dois dedos, entretanto, tinham sido cortados fora.

- Professora, - Lucy disse feliz - eu quis lhe dar minha melhor mão - essa que diz 'eu te amo'.

E é exatamente isto o que dizia a mão - na linguagem de sinais - "eu te amo".

Tradução: SergioBarros
Original: Suzanne Boyce

A Arte de Ser Feliz

Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.

Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio,
ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem,
para as gotas de água que caíam de seus dedos magros
e meu coração ficava completamente feliz.

Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Às vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela,
uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente,
que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Autora: Cecilia Meireles

Parabéns prá você ...
Nesta data querida ...
Muitas felicidades ...
Muitos anos de vida!!!!
E viva você!
É big! É big! É uma porção de big...
É hora! É hora! É uma porção de hora...
Ra - ti -buuuuummm

Viver

Cada qual de nós, seja onde for, está sempre construindo a vida que deseja.
Existência é a soma de tudo o que fizemos de nós até hoje.
Toda melhoria que realizarmos em nós,
é melhoria na estrada que somos chamados a percorrer.
Toda idéia que você venha a aceitar influenciará seu espírito; escolha os pensamentos do bem para orientar-lhe o caminho e o bem transformará sua vida numa cachoeira de bênçãos.
Se você cometeu algum erro não se detenha para lamentar-se; raciocine sobre o assunto e retifique a falha havida porque somente assim, a existência lhe converterá o erro em lição.
Muito difícil viver bem se não aprendemos a conviver.
A vida por fora de nós é a imagem daquilo que somos por dentro.
Viver é lei da natureza, mas a vida pessoal é a obra de cada um.
Toda vez que criticamos a experiência dos outros, estamos apontando em nós mesmos os pontos fracos que precisamos emendar em nossas próprias experiências.
Seu ideal é o seu caminho, tanto quanto seu trabalho é você.

Esta linda mensagem de André Luiz é para te homenagear
neste dia tão importante emsua Vida.

Parabéns pelo seu aniversário!

Felicidades, sempre e sempre!
Formatação: Lu

Eu Vi Jesus

Eu vi Jesus semana passada.
Ele usava calça jeans e uma velha camisa.
Ele estava no escritório, estava sozinho e trabalhando duro.
Por apenas um instante ele me olhou como um de meus colegas.
Mas era Jesus, eu pude notar pelo seu sorriso.

Eu vi Jesus domingo passado.
Ele ensinava para uma turma na evangelização.
Ele não falava alto e nem usava longas palavras,
mas você podia ver como Ele acreditava no que dizia.
Por apenas um instante, ele se pareceu com meu evangelizador.
Mas era Jesus, eu pude notar por sua voz amorosa.

Eu vi Jesus ontem.
Estava no hospital visitando um amigo que estava doente.
Oravam juntos, calmamente.
Por apenas um instante ele se pareceu com um pastor.
Mas era Jesus, eu pude notar pelas lágrimas em seus olhos.

Eu vi Jesus outro dia.
Ele me trazia um prato cheio porque eu estava doente.
Por apenas um instante, eu pensei que era Ele,
com suas suaves mãos afagando meu ombro.
Pensei que era Ele, mas parecia-se com minha doce vizinha.
Mas era Jesus, eu sei porque eu pude senti-lo em minha alma.

Eu vi Jesus hoje de manhã.
Estava em minha cozinha
fazendo meu desjejum e me preparando um almoço especial.
Por apenas um instante ele se pareceu com minha mãe.
Mas era Jesus, eu pude sentir o amor do seu coração.

Eu vejo Jesus em toda parte,
levando alimento ao doente,
recebendo as pessoas em seu lar,
sendo amigável ao recém-chegado...
E apenas por instante
eu acho que Ele se parece com alguém que eu conheço.
Mas é sempre Jesus, eu posso perceber pelo jeito como Ele serve.

Tomara que alguém possa ver Jesus em mim hoje!

Tradução: Sérgio Barros

Agradecer? Pelo Que?

Não é uma tarefa fácil conduzir-se bem nesta época do ano quando se tem pouca alegria na vida.

Tinha sido um mau ano. Um que seria lembrado pela perda de dois amados. Um ano de desespero financeiro e perda de trabalho.

E depois tem os assuntos de saúde. Não assuntos cotidianos, mas aqueles que ameaçam e atacam a vida.

Nada, nada dava certo.

Ainda assim, a família se reuniu como sempre para comemorar o Dia de ação de graças. Vieram de todos os cantos do país para mais uma vez fazer parte do que era uma bela tradição de família.

O cenário era o mesmo... como sempre na casa da vovó. Tia Ester trazia seus famosos doces de batata. Tio Joe tocaria piano na sala grande. Mamãe preparava a mesa enquanto Papai... bem papai assistia o futebol.

Tias e Tios, irmãos e irmãs se abraçavam.

- Realmente não é a mesma coisa sem ele aqui. Alguém disse. Tio Peter fingiu não ouvi-lo e continuou em frente com um quase verossímil sorriso no rosto.

- Lembra-se de quando George contava sua história engraçada sobre seu primeiro peru de ação de graças?

- Não era engraçado, mas ouvir George contar era. Você ria por causa dele!

Houve um inquieto silêncio no lugar.

- Hora do jantar! Anunciou vovó.

Um por um, cada um deles tomou seu lugar na mesa. Houve um momento desconfortável quando perceberam dois lugares vazios onde eles sempre se sentavam.

- Talvez seja a hora de Sissy e Jack mudarem-se para a mesa grande. Alguém disse.
- Sim, venham. Chamou tio Peter.
- Tá bom, todo o mundo abaixando a cabeça para a oração. Falou vovó.
- Senhor, estamos aqui reunidos mais uma vez para agradecer por todas as suas bênçãos. Lhe somos gratos pela generosidade desta festa e pela família que formamos. Amém.

Agora, segundo a tradição da família, era hora de cada um compartilhar e agradecer por algo que acontecera durante o ano.

- Quem quer ser o primeiro? Perguntou vovó.

Silêncio. O momento desconfortável que todos temiam naquele ano.

Jack, o jovem recém promovido à mesa grande, levantou-se e tentou escapulir.

Jack tinha perdido sua mãe há poucas semanas depois de uma longa luta contra o câncer.

- Jack, você não pediu para sair. Vovó disse severa. - Talvez queira começar?

Oh, este era um momento forte. Vovó merecia o respeito do jovem, mas mexeu com fogo.

- Agradecer? Pelo que? Agradecer por ter levado minha mãe? Agradecer por tio Dan perder seu emprego e ter que vender a casa? Agradecer pelo câncer que tem levado tantas vidas? Ele disse com raiva na voz. - Agradecer pelo que?

Aquele silêncio novamente.

Os adultos sentaram-se com as cabeças abaixadas. Alguém lutou para conter as lágrimas. Era um tempo difícil e todos tinham sido afetados pelas perdas.

De repente, uma pequena voz pode ser ouvida.
- Agradecer pelo amor.

As cabeças lentamente se levantaram.
- Quem disse isso? Perguntou vovó suavemente.

Nervosa, a jovem criança levantou a mão, sentada lá no cantinho, na mesa das crianças.

- Jacob, por favor levante-se. Pediu vovó - Conte-nos outra vez. O que você está agradecendo nesta ação de graças?

- Agradeço pelo amor. Você pode perder o emprego. Deus pode chamar a todos nós de volta ao lar. O que sempre fica é o amor. O amor. Sou grato pelo amor.

Aquele silêncio inquieto novamente...

- Sou grato por você Jacob. Disse alguém.

- Bem, estou agradecendo por... ter tido sua mãe em minha vida. Mesmo que por tempo tão curto. Disse o pai de Jack.

- Agradeço pelas lembranças. Outra pessoa adicionou.

- Agradeço pela possibilidade de começar uma nova carreira. Disse tio Dan.

- Agradeço pelo doce de amora. Gritou uma pequena criança.

Todos riam. Jack voltou à sua cadeira enquanto escutava os outros anunciarem a sua gratidão.

- Minha vitória no golfe!
- Meu vestido novo.
- Minha viagem ao Grand Canyon com meus vizinhos. Foi terrível!

Finalmente, o círculo se completou e voltou a Jack.

Aquele silêncio inquieto novamente... enquanto todos esperavam para ver se participaria.

Então, olhando para cima, com lágrimas nos olhos, Jack disse,

- Agradeço por ter sido a minha mãe!

A família se apressou em correr para seu lado e o cercaram, o abraçaram, o beijaram e seguraram suas mãos.

- Vamos comer! Disse vovó.

Aquele jovem lá do cantinho cochichou,
- Viu, Deus? Obrigado pelo amor.

Que possa você ser banhado em Seu Amor.
Eu sou agradecido pelo de vocês!

Tradução: Sérgio Barros
Texto Original: Bob Perks

Mundo Real

Estamos vivendo um período em que procuramos suprir nossas carências no mundo virtual. Damos incondicionalmente do nosso tempo e oferecemos muito de nós. Nos abrimos, enviamos flores virtuais, abraços virtuais, palavras de consolo, infinitos bons dias e boas noites. Trazemos sonhos e oferecemos nossa amizade sem nos questionar.

Sabemos pouco uns dos outros, mas isso não tem importância. Quando a porta do mundo virtual se abre, entramos e não nos preocupamos em saber se existe uma porta de saída. Enquanto isso, ao nosso lado, na nossa vizinhança, na nossa cidade e, mesmo, dentro da família, as pessoas vão sendo deixadas.

Nos esquecemos do bom dia diário, do sorriso luminoso que pode iluminar o dia de alguém, de um olhar sincero do "pode contar comigo" que escrevemos tantas vezes a quem não conhecemos. Mas quando Deus permitiu que a internet fosse criada, foi para que mais portas se abrissem e não que outras fossem fechadas.

Penso que Ele queria que nos abríssemos para o mundo, mas que jamais desejou que nos fechássemos em nossa casa. Então, por que não trocar de vez em quando algum tempo diante do pc por uma boa xícara de café com alguém que conhecemos? No lugar de um e-mail de bom dia que vai ficar guardado numa caixinha virtual, um caloroso bom dia por telefone que vai ficar guardado no coração.

Uma boa gargalhada a dois, três ou mais pode ser ainda mais saudável que uma solitária diante de uma tela. Experimente de vez em quando voltar ao mundo real. Ser uma bênção virtual é enriquecedor e nos traz grandes satisfações. Mas se, além disso, podemos ser uma bênção real e uma real bênção, nossa missão de ser anjos na terra vai estar sendo maravilhosamente cumprida.

Autoria: Letícia Thompson
(http://www.leticiathompson.net/mundo_real.html)
O amanhã não nos pertence

Viver o dia-a-dia é a mais natural e a mais difícil de todas as coisas. Contentar-se do presente, do aqui e do agora exige de nós um grande auto-controle dos sentimentos e emoções.

As coisas que nos fizeram vibrar no passado vibram ainda hoje, mas de maneira menos intensa, com gosto de saudosismo. Passou e ficou de forma leve, como as lembranças das férias ou das primeiras batidas incontroláveis do coração.

As coisas futuras podem nos alegrar (uma felicidade esperada) ou nos fazer sofrer intensamente, antes mesmo que o esperado chegue, se chegar.

Não controlamos o que passou, porque aconteceu e não sabemos voltar atrás e não controlamos o futuro, apesar de tentarmos escolher minuciosamente os bons caminhos.

O ontem faz parte definitivamente das nossas vidas, nossa história e nossas entranhas e não podemos negá-lo, mas o amanhã não nos pertence. Ele é apenas uma possibilidade, um sonho ou um pesadelo, uma nuvem que se aproxima mas que pode, com um sopro do vento, ir em outras direções.

O hoje sim é o que temos de real e nos pertence de todo.

Antecipar alegrias e vitórias faz-nos bem, se mantemos os pés firmes no chão; antecipar perdas e partidas provoca-nos dores inúteis e frequentemente maiores ainda que o que seriam, pois já pela antecipação se multiplicam.

Devemos aprender a acolher o hoje e fazer dele o melhor que podemos, com todos os meios que tivermos. Sermos felizes, fazermos outros felizes, nos bastando de cada segundo oferto como um presente Divino que não se oferecerá uma segunda vez.

Autora: Letícia Thompson
(http://www.leticiathompson.net/O_amanha_nao_nos_pertence_LT.html)
Quem Feriu Você Já Feriu e Já Passou

Quem feriu você já feriu e já passou.
Lá na frente encontrará o inevitável retorno.

E pelas mãos de outrem será ferido também.

A Vida se encarregará de dar-lhe o troco
E você, talvez, nem jamais fique sabendo.

O que importa de verdade é o que você sentiu.

E, mais importante, é o que ainda você sente:

Mágoa? Rancor? Ressentimento? Ódio?

Você consegue perceber que esses sentimentos?

Foram escolhidos por você?
Somos nós que escolhemos o que sentir
Diante de agressões e de ofensas.

Quem nos faz o " mal " é responsável pelo que faz,
mas NÓS somos responsáveis pelo que sentimos.
Essa responsabilidade tem a ver com o Amor que
Devemos e temos que sentir por nós mesmos.

O ofensor fez o que fez e o momento passou,
Mas o que ficou aí dentro de você?

Mágoa?

- Você sabia que de todas as drogas ela é
a mais cancerígena?
Pela sua própria saúde, jogue-a fora.

Rancor?

- Ele é como um alimento preparado com veneno
irreconhecível: dia mais, dia menos,
você poderá contrair doenças
De cujas origens nem suspeitará.

Ressentimento?

- Pois imagine-se vivendo dentro de um ambiente
Constantemente poluído, enfumaçado, repleto de
bactérias e de incontáveis tipos de vírus:
é Isso que seu coração e
Seus pulmões estão tentando aguentar.
Até quando você acha que eles vão resistir?

Ódio?

- Seus efeitos são paralisantes.
Seu sistema imunológico entrará em conflito
Com esse veneno que com o tempo poderá
Colocar você face a face com a morte
E talvez muito tarde você venha a perceber
Que melhor seria ter deixado que seu agressor
Colhesse os frutos do próprio plantio.

Por seu próprio Bem e só pelo seu Bem, perdoe.

O perdão o libertará e o fará livre para ser feliz.
Esqueça o " mal " que lhe foi feito.
Deixe que seu ofensor lembre-se dele através das
consequências com que, certamente, virá a arcar.

Mude seu destino ... Seja o comandante da sua nau!
Escolha o melhor caminho para sua " viagem ".

... E se outras vezes o ferirem, perdoe ...
Perdoe ... Perdoe ...

Autoria: Teré Santos
Plante o Bem

Na prática, o amor dá sempre certo.

É como a boa semente.
Plantou, vingou, produziu fruto.

A energia do amor está plantada por Deus dentro de você.
Tem todas as condições para germinar.
Empregada corretamente, nunca falha.

Experimente.
Ame. Plante o bem.

A lei de Deus opera infalivelmente.

Agir de acordo com a lei de Deus é encontrar
o caminho da libertação e da paz.

Autor: Lourival Lopes
Livro: Sementes de felicidade
Não Perca a Oportunidade de Fazer o Bem

Todos merecem a sua bondade.

O bem alegra, constrói a paz e eleva a alma para as alturas de Deus.

Para que o bem chegue ao beneficiário precisa haver nascido de Deus.

Desta forma, é o próprio Deus que ajuda as pessoas através de você.
E a sua boa ação age unindo-o mais ainda a Deus.

Não perca a oportunidade de fazer o bem,
nem pense que alguém não o merece.

Você cresce aos olhos de Deus quando faz uma boa obra.

Autor: Lourival Lopes
Livro: Sementes de felicidade


Impeça o Mau Pensamento

A mente é criadora.

Tanto cria a boa como a má situação.

Se você reclama, critica, diz palavrões, afirma que todos
estão contra você e que o mundo não presta, formará
uma onda mental ruim e se sentirá infeliz. Se aceita,
elogia, profere palavras sensatas, vê os outros
como amigos, encontrará alegria e paz.

Reconheça que tudo vem para o seu benefício.
Impeça o mau pensamento.

Refrear os maus impulsos é dirigir-se para a paz.

Autor: Lourival Lopes
Livro: Sementes de Felicidade

As tempestades trazem as Águias para fora

Quando as tempestades da vida
surgem escuras à minha frente,
me recordo de maravilhosas palavras que uma vez eu li.

E digo a mim mesmo:
"quando pairarem nuvens ameaçadoras,
não dobre suas asas
e não fuja para o abrigo.

Faça como a águia,
abra largamente as suas asas
e decole para bem alto,
acima dos problemas que a vida traz.

A águia sabe
que quanto mais alto voar,
mais tranqüilos e mais brilhantes
tornam-se os céus.

E não há nada na vida
que Deus nos peça para carregar
que não possamos levar, planando
com as asas da oração.

E ao olhar para trás,
verá que a tempestade passou, e
você encontrará novas forças,
e ganhará coragem também.

Autora: Helen Steiner Rice


O Que Hoje Somos

"O que hoje somos deve-se aos nossos pensamentos de ontem que condicionaram nosso comportamento, e são os nossos atuais pensamentos que constróem a nossa vida de amanhã; a nossa vida é a criação de nossa mente. Se um homem fala ou atua com a mente impura, o sofrimento lhe seguirá da mesma forma que a roda do carro segue ao animal que o arrasta."

Buda
É Preciso Parar

Há momentos em que a tempestade é forte, tudo parece ruir.

A quem recorrer, onde se agarrar se tudo parece estar desmoronando conosco?

Esse é o sinal vermelho de parada.

Algo não vai bem em nossa vida, e nós nem nos demos conta disso. Só percebemos agora, que a crise chega com força total.

Mas ainda bem que aconteceu a tempestade!

É preciso parar, encontrar um porto, lançar âncoras.

E lembrar que vida não é só trabalho, é também lazer, diálogo, reflexão, oração...

Façamos uma pausa para olhar o céu, sentir a brisa do mar; andar por um parque, brincar com as crianças, conversar com os vizinhos, entrar em uma igreja...

Sobretudo, neste momento, busquemos a Deus.

Ele está esperando por isso, Ele quer encontrar-se conosco.

Ele pode ter batido tantas vezes em nossa porta!

Finalmente, nós o escutamos.

Isso foi maravilhoso, está despertando em nós uma vida nova.

Autora: Carmem Seib
Livro: Como Lidar com a Depressão
Se eu pudesse

Se eu pudesse deixar algum presente a você,
deixaria acesso o sentimento
de amar a vida dos seres humanos.

A consciência de aprender
tudo o que foi ensinado pelo tempo afora ...

Lembraria os erros que foram cometidos
para que não mais se repetissem.

A capacidade de escolher novos rumos.

Deixaria para você, se pudesse,
o respeito àquilo que é indispensável:

Além do pão, o trabalho.

Além do trabalho, a ação.

E, quando tudo mais faltasse, um segredo:

O de buscar no interior de si mesmo
a resposta e a força para encontrar a saída.

Autor: Mahatma Gandhi
A Oração do Viandante

Alma cansada, abatida à margem da estrada, pára um instante na eterna trajetória da vida, larga o fardo de tuas expiações e repousa.
Ouve como está plena de harmonias a obra de Deus! O ritmo dos fenômenos irradia doce e grandiosa música. Por meio das formas exteriores, os dois mistérios, da alma e das coisas, observam-se e se sentem. Das profundezas, o teu espírito ouve e compreende. A visão das obras de Deus produz paz e esquecimento; diante da divina beleza da criação, aquieta-se a tempestade do coração; paixão e dor adormecem em lento e doce canto sem fim. Parece que a mão de Deus, através das harmonias do universo, acalenta, qual brisa confortadora, tua fronte prostrada pela fadiga aí se detém como uma carícia. Beleza, repouso da alma, contato com o divino! Então o viandante deprimido se reanima, com renovado pressentimento de sua meta. Não parece mais tão longa a jornada, tão comprida, quando se pára um instante para dessedentar-se numa fonte. Então a alma contempla, antecipa e se alivia na caminhada. Com o olhar fixo para o Alto, é mais fácil retomar em seguida o caminho cansativo.
Na estrada dolorosa, pára, enxuga tua lágrima e ouve. O canto é imenso, as harmonias chegam do infinito para beijar-te a fronte, ó cansado viandante da vida. Ao lado do trovão das vozes titânicas do universo, murmuram num sussurro de beleza as delicadas vozes das humildes criaturas irmãs: “Também eu, eu também sou filha de Deus, luto e sofro, carrego o meu peso e busco minha vitória. Também eu sou vida, na grande vida do Todo”. E tudo, desde o fragor da tempestade, até o canto matutino do sol, do sorriso do recém nascido ao grito dilacerante da alma, tudo, com sua voz, revela-se a si mesmo e sintoniza com as vozes irmãs; tudo exprime seu mistério íntimo; cada ser manifesta o pensamento de Deus. Quando a dor atinge as mais íntimas fibras de teu coração, ouves uma voz que te diz: DEUS; quando a carícia do crepúsculo te adormece no sono silencioso das coisas, uma voz te diz: DEUS. Quando ruge a tempestade e a terra treme, uma voz te diz DEUS! Essa estupenda visão supera qualquer dor.
Pára, escuta e ora. Abre os braços à criação e repete com ela: “Deus, eu te amo”! Tua oração, não mais admiração amedrontada pelo poder divino, agora é mais elevada: é amor. Oração doce, que brota como um canto que a alma repete, ecoa de fraga em fraga por toda a terra, de onda em onda pelos mares, de estrela em estrela pelos espaços infinitos. É a palavra sublime do amor que as unidades colossais dos universos repetem contigo, em uníssono com a voz perdida do último inseto que, tímido, esconde-se entre a grama. Parece perdida; no entanto, Deus a conhece também, recolhe-a e a ama. No infinito do espaço e do tempo, somente esta força, essa imensa onda de amor, mantém tudo compacto em harmônico desenvolvimento de forças. A visão suprema das últimas coisas, da ordem em que caminham todas as criaturas, dar-te-á sozinha um sentido de paz; de verdadeira paz, de paz profunda, de alma saciada, porque percebe sua mais elevada meta.
Assim Deus Se afigura-te ainda maior do que em seu poder de Criador, afigura-Se-te na potência de Seu amor. Explode, ó alma! Não temas! O novo Deus da Boa-Nova do Cristo é bondade. Não mais os raios vingativos de Júpiter, mas a verdade que convence, o carinho que ama e perdoa. O abismo infinito que olhas assustado não está para engolir-te, nas trevas do mistério, abre-se cheio de luz e, no âmago, canta sem fim o hino da vida. Lança-te afoito, porque nesse abismo reside o amor. Não digas: “não sei”, dize antes: “eu amo!”
Ora! ora diante das imensas obras de Deus, diante da terra, do mar, do céu. Pede-lhes que te falem de Deus, pede aos efeitos a voz da causa, pede às formas o pensamento e o princípio que a todas anima. E todas as formas se aglomerarão em redor de ti, estender-te-ão seus braços fraternos, olhar-te-ão com mil olhos feitos de luz e o eterno sorriso da vida te envolverá como uma carícia. Essas mil vozes dirão: “Vem, irmão, sacia teu olhar interior, busca força na visão sublime. A vida é grande e bela, mesmo na dor mais atroz e tenaz é sempre digna de ser vivida”. Tomar-te-ão pelo braço, gritando: “Vem, atravessa o limiar e olha o mistério. Vê: não podes morrer jamais, jamais morrer. Tua dor passa, com ela sobes e fica o resultado. Não temas a morte nem a dor: não são o fim, nem o mal, são o ritmo da renovação e caminhos de tuas ascensões. A vida é um canto sem fim. Canta conosco, canta com toda a criação, o canto infinito do amor”.
Ora assim, ó alma cansada: “Senhor, bendito sejas, sobretudo pela irmã dor, porque ela me aproxima de Ti. Prostro-me diante de Tua imensa obra, mesmo se nela minha parte é esforço. Nada posso pedir-Te, porque tudo já é perfeito e justo em Tua criação, mesmo meu sofrimento, mesmo minha imperfeição transitória. Aguardo no posto de meu dever a minha maturação. Repouso em Tua contemplação”.
Responde, ó alma, ao imenso amplexo, verdadeiramente sentirás Deus. Se a inteligência dos grandes se prostra e venera, curva-se diante do poder do conceito e de sua realização, e se aproxima do Divino pelas cansadas vias da mente, o coração dos humildes atinge a Deus pelos caminhos da dor e do amor. Sente-O pelas estradas dessa sabedoria mais profunda.
Ora assim, ó alma cansada. Descansa a cabeça em Seu peito e repousa.

Livro: A Grande Síntese
Autor: Pietro Ubaldi

“Respeita em teu estomago e em tua cabeça dois servidores de teu espírito”

“O espírito que se inquieta com mil necessidades por ele criada para o seu corpo, acreditas que seja mais livre que o espírito que se pode entregar inteiramente, ou mais ou menos inteiramente, aos belos pensamentos?” perguntava Sócrates.

“Para mim – dizia ainda – creio que, se há deuses, sua felicidade consiste em estar isentos de toda necessidade.

O homem não poderia gozar uma felicidade tão completa.

Mais diminui suas necessidades, porém, mais se aproxima das condições divinas.

E, se o divino te parece perfeito, mais o homem diminui suas necessidades mais se aproxima da perfeição”

Livro: Apologia de Sócrates
Autor: Platão
Orai Assim:

“Adoro-te, recôndito Eu do universo, alma do Todo, Meu Pai e Pai de todas as coisas, minha respiração e respiração de todas as coisas.

Adoro-te, indestrutível essência, sempre presente no es­paço, no tempo e além, no infinito.

Pai, amo-te, mesmo quando Tua respiração é dor, porque Tua dor é amor; mesmo quando Tua Lei é esforço, porque o es­forço que tua Lei impõe é o caminho das ascensões humanas.

Pai, mergulho em tua potência, nela repouso e me aban­dono, peço à fonte o alimento que me sustente.

Procuro-te no âmago onde Tu estás, de onde me atrais. Sinto-Te no infinito que não atinjo e donde me chamas. Não Te vejo e, no entanto, ofuscas-me com Tua luz; não Te ouço, mas sinto o tom de Tua Voz; não sei onde estais, mas encontro-Te a cada passo, esqueço-Te e Te ignoro, no entanto, ouço-Te em toda a minha palpitação. Não sei individuar-Te, mas gravito em torno de Ti, como gravitam todas as coisas, em busca de Ti, centro do universo.

Potência invisível que diriges os mundos e as vidas, Tu estás em Tua essência acima de toda a minha concepção. Que serás Tu, que não sei descrever nem definir, se apenas o reflexo de Tuas obras me enceguece? Que serás Tu, se já me assombra a incomensurável complexidade desta Tua emanação, pequena cen­telha espiritual que me anima integralmente? O homem Te busca na Ciência, invoca-Te na dor, Te bendiz na alegria. Mas na grandio­sidade de Tua potência, como na bondade de Teu amor, estás sempre além, além de todo o pensamento humano, acima das formas e do devenir, um lampejo do infinito.

No ribombar da tempestade está Deus; na carícia do humilde está Deus; na evolução do turbilhão atômico, na arran­cada das formas dinâmicas, na vitória da vida e do espírito, está Deus. Na alegria e na dor, na vida e na morte, no bem e no mal, está Deus; um Deus sem limites, que tudo abarca, estreita e do­mina, até mesmo as aparências dos contrários, que guia para seus fins supremos.

E o ser sobe, de forma em forma, ansioso por conhecer-Te, buscando uma realização cada vez mais completa de Teu pensa­mento, tradução em ato de Tua essência.

Adoro-Te, supremo princípio do Todo, em Teu revestimento de matéria, em Tua manifestação de energia; no inexaurível renovar-se de formas sempre novas e sempre belas; eu Te adoro, conceito sempre novo, bom e belo, inesgotável Lei animadora do universo. Adoro-Te grande Todo, ilimitado além de todos os limites de meu ser.

Nesta adoração, aniquilo-me e me alimento, humilho-me e me incendeio; fundo-me na Grande Unidade, coordeno-me na grande Lei, a fim de que minha ação seja sempre harmonia, as­censão, oração, amor.

Orai assim, no silêncio das coisas, olhando sobretudo para o âmago que está dentro de vós.

Orai com espírito puro, com in­tenso arrebatamento, com poderosa fé, e a radiação anímica, har­moniosamente sintonizada com grande vibração, invadirá os espa­ços.

E ouvireis uma voz de conforto, que vos chegará do infinito.

Livro: Grande Síntese
Autor: Pietro Ubaldi

Ainda jovem, fiquei impressionado pela máxima de Schopenhauer: "O homem pode, é certo, fazer o que quer, mas não pode querer o que quer"; e hoje, diante do espetáculo aterrador das injustiças humanas, esta moral me tranqüiliza e me educa. Aprendo a tolerar aquilo que me faz sofrer. Suporto então melhor meu sentimento de responsabilidade. Ele já não me esmaga e deixo de me levar, a mim ou aos outros, a sério demais. Vejo então o mundo com bom humor. Não posso me preocupar com o sentido ou a finalidade de minha existência, nem da dos outros, porque, do ponto de vista estritamente objetivo, é absurdo. E no entanto, como homem, alguns ideais dirigem minhas ações e orientam meus juízos. Porque jamais considerarei o prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo.
Em compensação, foram ideais que suscitaram meus esforços e me permitiram viver. Chamam-se o bem, a beleza, a verdade. Se não me identifico com outras sensibilidades semelhantes à minha e se não me obstino incansavelmente em perseguir este ideal eternamente inacessível na arte e na ciência, a vida perde todo o sentido para mim. Ora, a humanidade se apaixona por finalidades irrisórias que têm por nome a riqueza, a glória, o luxo. Desde moço já as desprezava.

Livro: Como vejo o mundo
Autor: Albert Einstein




A Verdadeira Religião

(1952)

Encontrei-me, viajando pelo mundo, em todos os ambientes

Achei-me entre católicos e os observei. Muitos deles eram sinceros e convictos e viviam aplicando, realmente, os princípios de sua religião. Sua verdadeira fé me encheu de admiração. Outros deles, porem, embora verbalmente se confessassem e nas práticas religiosas se manifestassem perfeitamente ortodoxos, não viviam inteiramente seus princípios, demonstrando com fatos que, em realidade, neles não acreditavam de modo absoluto. Isso me encheu de tristeza.

Achei-me, depois, entre os protestantes e os observei. Muitos deles eram sinceros e convictos e viviam aplicando, realmente, os princípios de sua religião. Sua verdadeira fé me encheu de admiração Outros deles, porém, embora verbalmente se confessassem e nas práticas religiosas se manifestassem perfeitamente ortodoxos, não viviam inteiramente seus princípios, demonstrando com fatos que, em realidade, neles não acreditavam de modo absoluto. Isso me encheu de tristeza.

Achei-me, também, entre os espiritistas e os observei. Muitos deles eram sinceros e convictos e viviam aplicando, realmente, os princípios de sua doutrina. Sua verdadeira fé me encheu de admiração. Outros deles, porém, embora verbalmente se confessassem e nas práticas formais se manifestassem aderentes à sua doutrina, não viviam inteiramente seus princípios, demonstrando com fatos que, em realidade, neles não acreditavam de modo absoluto. Isso me encheu de tristeza.

Achei-me, depois, entre os teosofistas, os maçons, es maometanos, os budistas etc. e observei o mesmo fenômeno.

Encontrei-me até entre ateus, materialistas convictos. Não obstante, entre eles encontrei os que procuravam viver segundo superiores princípios de retidão. Senti respeito por eles. Qualquer convicção vivida com retida o merece respeito. O que me encheu de tristeza foi ver o ateu, materialista animalescamente involvido, somente animado de instintos egoístas para prejudicar o próximo.

Observando-os todos, perguntei a mim mesmo, então: a divisão real, verdadeira, entre os homens, é a de uma religião, doutrina ou crença, ou é, antes, entre o homem sincero e honesto e o homem falso e desonesto, que se encontram no seio de todas as religiões, doutrinas e crenças? Embora as várias divisões humanas, em cada uma delas sempre encontrei esta outra divisa o universal de bons e maus.

Perguntemos a nós mesmos, então: não será esta a verdadeira distinção, muito mais real que a outra em que tanto se insiste? Pertencer ao primeiro tipo de homem, antes que ao segundo, não será muito mais importante e decisivo do que pertencer a um determinado agrupamento religioso? Que importa pertencer a esta ou aquela religião, quando não se e sincero nem honesto? Não é o fundamental em qualquer campo? E não é, então, esta a mais importante entre todas as divisões humanas, muito mais do que a atualmente aceita? Não será essa a divisão que Deus mais assinala, de preferência a outra, que se refere, mais que a bondade do homem, aos interesses humanos que em torno dela se agrupam?

Qual é o fato mais decisivo para a edificação do homem (isso constitui o objetivo de todas as crenças) — os pormenores dogmáticos e doutrinários, a ortodoxia da letra ou o haver compreendido o simplicíssimo princípio do bem e do mal, princípio universal, existente em todas as religiões, inscrito no espírito humano e, sobretudo, viver esse princípio?

A verdadeira distinção, nesse caso, não é a atualmente vigorante em nosso mundo católicos, protestantes, espiritistas, teosofistas, maçons, maometanos, budistas etc. — mas, sim, o justo e o injusto. Esta é a distinção substancial, a que tem valor diante de Deus, muito mais importante que a outra, que pode ser apenas formal. Na segunda se pode mentir e ela, então, é fictícia; nunca na primeira, que é real.

Por que, então, tantas lutas religiosas e doutrinárias? Não têm elas outro valor senão o de defender o patrimônio conceptual do grupo e os interesses que dele dependem. Por que, então, não reduzir todas as crenças a esse seu denominador comum, que é a sua substância, em que todas se encontram, além de todas as divisões? E por que não achar nessa substância a ponte que as une todas numa característica comum, em lugar de procurar em especulações sutis que pode dividi-las? Por que não parar e insistir no que importa acima de tudo; a bondade e a evolução do homem?

Tudo isso é importantíssimo para a fusão das almas no caminho da unificação, que é o futuro do mundo em todos os campos. Daí nasceria um grande respeito recíproco, uma nova possibilidade de compreensão, um superior espírito de fraternidade. O cioso amor à ortodoxia, justificável em outros tempos, excitado até o ponto de preferir a letra ao espírito, pode significar uma satânica falsificação da fé na psicologia farisaica, enfermidade de todos os tempos e de todas as religiões. Pode, então, acontecer que se faça da religião o que sempre se tem feito do amor a pátria que, embora santo em si, se transforma em agressividade e guerras contra outras pátrias. Ora, como esse tipo de amor nacional está hoje em vias de desaparecimento, superado pela vida que caminha para a unificação social, do mesmo modo a vida superará o espírito de absolutismo e intransigência, pois ela se dirige para a unificação religiosa.

É necessário, assim, abandonar o espírito separatista de domínio, em nome de absolutismos, numa verdade que na Terra, para o homem, não pode deixar de ser relativa e progressiva, isto é, em função de sua capacidade evolutiva.

A vida hoje caminha para a colaboração por compreensão em todos os campos e os imperialismos, políticos ou religiosos, pertencem a fases que esta o sendo superadas. Os imperialismos espirituais retardam a unificação, que se situa justamente no campo das convicções e das consciências e que não se pode obter com o espírito de absolutismo e de domínio.

Qual é, pois, a religião de substância em que poderão pacificar-se todas as distinções humanas, encontrando-se em seu denominador comum?

A religião de substância é somente uma. A ela pertencem todos os honestos que crêem sinceramente e vivem suas crenças, sejam católicos, protestantes, espiritistas, teosofistas, maçons, maometanos, budistas etc..

Estão, ao contrário, fora da religião, todos os falsos, os injustos, os que interiormente não crêem (embora formalmente em seus lugares), os que não vivem suas crenças, sejam católicos, protestantes, espiritistas, teosofistas, maçons, maometanos, budistas etc. Estes se igualam no representar a traição a idéia que professam.

Na "Mensagem de Natal" de 1931, diz Sua Voz: “...não está longe o dia em que somente uma será a divisão entre os homens: justos e injustos.” Na Terra, em todos os campos, existem sempre dois tipos humanos: o evolvido e o involvido Encontram-se em todas as filosofias, governos, religiões, hierarquias e povos.

O involvido vive sempre no nível animal, é animado pelo espírito de dominação e, por isso, intransigente e agressivo; fecha-se na forma, desprezando a substância; é mais ligado a terra que ao céu. julga-se, em todos os campos, sempre com a posse da verdade e da parte de Deus, julgando todos os outros como situados no erro e da parte de Satanás. Tende a egocêntrica monopolização da Divindade.

O evolvido tem características opostas. Vivendo num nível mais alto, é animado pelo espírito de fraternal compreensão; tolera e auxilia; fala com o exemplo, dando e não dominando; é mais aderente à substância que à forma, mais unido ao céu que à terra. Não julga nem condena. Tende a anular seu eu em Deus e no amor ao próximo. Não se faz paladino da verdade para exigir virtude dos outros, mas começa por praticá-la, ele mesmo: ilumina, não impõe, pois respeita as consciências. Não pretende ser o único que tem Deus consigo. Não identifica com o mal tudo que está fora de seu eu, do seu grupo ou hierarquia nem o condena em defesa própria. Não se faz representante de Deus para dominar com sua personalidade, mas reconhece em Deus o Pai de todos.

O homem está evolvendo e a religião dos justos será a religião unitária que a todos entrelaçará. O estado vigente até hoje corresponde à fase caótica do mundo. Ele caminha, porém, para a fase orgânica na qual, em todos os campos, os relativos pontos de vista se coordenará o numa verdade universal.

A religião una será a substancial, a religião do bem e dos bons, que se compreenderão, por serem evolvidos. Para essa compreensão os involvidos ainda não estão maduros, pois só podem crer que a salvação depende apenas da filiação a esta ou aquela forma da verdade, sem cuidar da substância, que pode estar em todas as formas. Tudo isso, porém, será fatalmente superado.

É lei de evolução que o dualismo, em que se dividiu nosso universo, gradativamente, em todos os campos se vá reconstituindo em sua originária unidade de que o espírito caiu na cisão, na forma, na matéria. É fatal lei de evolução que chegue finalmente à Terra a tão esperada realização do Reino de Deus.

Livro: Fragmentos de Pensamentos e de Paixão
Autor: Pietro Ubaldi