Creio ...

Creio em mim mesmo;
creio nos que trabalham comigo;
creio nos meus amigos;
creio na minha família;

Creio que Deus me emprestará tudo que
necessito para triunfar, contanto que eu me
esforce para alcançar com meios lícitos e honestos;

Creio nas orações e nunca fecharei os meus olhos
para dormir, sem pedir antes a devida orientação
a fim de ser paciente com os outros e tolerante com
os que não acreditam como eu acredito;

Creio que o triunfo é resultado de esforço
inteligente, que não depende de sorte, de
magia, de amigos, companheiros duvidosos
ou de meu chefe;

Creio que tirarei da vida exatamente
o que nela colocar.
E, assim sendo, serei cauteloso quando
tratar os outros, como quero que eles sejam comigo.

Não caluniarei aqueles que não gosto;
não diminuirei meu trabalho por ver que os outros o fazem;
prestarei o melhor serviço de que sou capaz,
porque jurei a mim mesmo triunfar na vida, e sei que o triunfo é sempre resultado do esforço consciente e eficaz.

Finalmente, perdoarei os que me ofendem, porque compreendo que às vezes ofendo os outros e necessito de perdão."

Mahatma Gandhi
Morrer Não Dói

É um equívoco afirmar, sobretudo o cristão, que não existe morte.
Imortal é o espírito. O corpo que ele usa, em cada existência, morre e permanece na Terra enquanto a alma retorna ao mundo espiritual. Com o tempo, os elementos corpóreos se reintegram em outros seres em sua volta, porque é da lei da Física que nada se perca, nada se acabe, tudo se transforme.
"Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir incessantemente, tal é a lei" – assim resume Allan Kardec a evolução do homem, no caminho de sua felicidade verdadeira e definitiva, o Reino dos Céus preconizado pelo Cristo.
A não ser para o suicida, que optou pelo desenlace antes do tempo, arrancando, abruptamente, do corpo a própria alma, antes de se completar seu novo ciclo, morrer não dói.
A morte é um sono, disse o Nazareno, tão amigo da vida como da morte, na expressão de Humberto Rohden, um dos grandes pensadores cristãos deste século. Com a lógica de sua filosofia, Rohden pergunta:
"Se for boa tua vida, como será má tua morte ? Não sabes que a morte é o corolário da vida ? Por que hesitaria a fruta madura em desprender-se da haste ? Por que desprenderia com dor o que amadureceu às direitas ?"
Em O Livro dos Espíritos se aprende que o corpo, quase sempre, sofre mais durante a vida do que no momento da morte. A alma nenhuma parte toma nisso. Os sofrimentos, que às vezes se experimentam no instante da morte, são, até mesmo, "um gozo para o Espírito", que vê chegar o fim do seu exílio.
A separação nunca é instantânea. A alma se desprende gradualmente. O Espírito se solta pouco a pouco dos laços que o prendiam. Os laços se desatam, não se quebram.
Não raro, na agonia, a alma já deixou o corpo, que nada mais tem do que vida orgânica. O homem não possui mais consciência de si mesmo e, não obstante, ainda lhe resta um sopro de vida.
Espíritos que partiram antes de nós se comunicam, todos os dias, na rotina dos trabalhos das casas espíritas, comprovando a imortalidade e confirmando a impressão que tiveram na passagem entre dois mundos distintos.
Dormiram, para despertar aos poucos, no seu elemento natural que é o mundo espiritual.
Atravessaram um período de perturbação para, no outro lado da vida, se encontrar consigo mesmo e com a plenitude da Infinita Bondade e da Justiça Divina.

Javier Godinho
Revista Espírita Allan Kardec

As Duas Mãos


Existem erros de toda a natureza que marcam a caminhada do ser humano no rumo da perfeição. Em todos os movimentos religiosos diversas opções eleitas como verdades absolutas tiveram a marca do personalismo que as relativizaram às imperfeições do caminho. Assim, dogmas foram criados, rituais consagrados e preconceitos expostos à aceitação popular. O Espiritismo não poderia se eximir dessas interferências.

A propagada orientação de Jesus de que “não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita” (MT VI, 1-4) foi indevidamente utilizada como sustentação do princípio de que não devemos falar do bem que o Espiritismo traz à humanidade. Durante muitas décadas vivemos uma era “romântica” do Espiritismo onde a doutrina era mais vivenciada no exercício da caridade material, do pão, do agasalho e do remédio, do que de iluminar os caminhos do mundo. Diziam-nos que, como o Espiritismo tinha tanta qualidade em sua mensagem, ele não precisaria ser propagado. Claro que não condenamos o auxílio a quem tem fome, a quem sente frio ou a quem está doente, principalmente em um mundo como o nosso, com tantas injustiças sociais. É o dever do verdadeiro cristão. Mas opor-se à divulgação do Espiritismo sob o argumento de exacerbar a vaidade, é fazer um desfavor à causa espírita.

O não ver a mão esquerda o que faz a direita é uma equação adequada às vivências pessoais de cada um de nós, já que a demonstração do bem que se fez é produto de um sentimento de orgulho que se manifesta na vaidade. Orgulhar-se do bem que se fez é imaginar-se causa, superior a Deus, desse bem. É não reconhecer-se como coadjuvante e não protagonista desse ato. Se não fôssemos um de nós seria outro, já que se o bem praticado era do merecimento do beneficiado, ele teria que acontecer com a nossa participação ou à nossa revelia. Se o fizemos apenas aproveitamos a oportunidade de crescer no bem, sendo, talvez, mais beneficiados do que o que, como tal, aparece aos olhos do mundo.

Então essa questão está resolvida para nós espíritas. A proposta é a de fazer o bem sem ostentação... no âmbito pessoal!

Entretanto, no mesmo Evangelho de Mateus, no capítulo VIII, versículo 1 a 4, Jesus após curar um leproso pede que ele não o diga a ninguém. Obviamente seguindo a sua própria orientação, conforme reflexionamos acima. Mas termina, o Mestre da Galiléia, recomendando que ele fosse se mostrar ao sacerdote, e deixasse sua oferta conforme recomendou Moisés, “para servir de testemunho a eles”.

Jesus sugere aí o dever de se anunciar o bem para que ele sirva de testemunho a outros. Em uma época onde a violência, a sensualidade e a imoralidade vem ganhando espaço nos meios de comunicação, temos que perguntar: Onde estão os espíritas, onde estão os brandos e pacíficos, os equilibrados em suas funções genésicas, os justos, que não se posicionam com a sua opção de vida? Estão tão silenciosos que o mundo pouco os conhece. Como afirmam os Espíritos o bem ainda é tímido enquanto o mal continua ousado.

A nível coletivo, institucional, não podemos mais fugir ao imperativo da divulgação doutrinária e de todo o bem que o Movimento Espírita realiza em suas atividades de assistência material e espiritual. Os preconceitos do ontem não têm respaldo nas definições de Jesus e devem ser substituídos pela ousadia que a gravidade da hora presente exige de todos. Nosso movimento organizado precisa continuar a fazer, com a mão direita, todo o bem que marca a história do Espiritismo na Terra, mas permitir que a mão esquerda também faça a sua parte: Divulgue!


Autor: João da Silva Carvalho Neto

Publicado no site Nova Voz – G. E. Bezerra de Menezes

São José do Rio Preto - SP (12/02/99

Pequena Parcela

Que eu continue a acreditar no outro
mesmo sabendo de alguns valores
tão estranhos que permeiam o mundo!
Que eu continue otimista...
mesmo sabendo que o futuro que nos espera
nem sempre é tão alegre!
Que eu continue otimista...
mesmo sabendo que o futuro que nos espera
nem sempre é tão alegre!
Que eu continue com a vontade de viver mesmo sabendo que a vida é em muitos momentos,
uma lição difícil de ser aprendida!
Que eu permaneça com a vontade de ter grandes amigos,
mesmo sabendo que com as voltas do mundo,
eles vão indo embora de nossas vidas!
Que eu alimente sempre a vontade de ajudar as pessoas, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, sentir, entender ou utilizar esta ajuda!
Que eu mantenha meu equilíbrio,
mesmo sabendo que os desafios
são inúmeros ao longo do caminho!
Que eu sustente a luz e o brilho no olhar,
mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo,
escurecem meus olhos!
Que eu retroalimente minha garra,
mesmo sabendo que a derrota e a perda
são ingredientes tão fortes quanto o Sucesso e a Alegria!
Que eu atenda sempre mais a minha intuição, que sinaliza o que de mais autêntico possuo!
Que eu pratique sempre mais o sentimento de justiça,
mesmo em meio à turbulência dos interesses!
Que eu não perca o meu forte abraço e o distribua sempre;
que eu perpetue a Beleza e o Brilho de ver,
mesmo sabendo que as lágrimas também brotam dos meus olhos!
E que eu manifeste o amor por minha família,
mesmo sabendo que ela muitas vezes
me exige muito para manter sua harmonia!
Que eu acalente a vontade de ser grande,
mesmo sabendo que minha parcela
de contribuição no mundo é pequena!
E, acima de tudo...
Que eu lembre sempre que todos nós fazemos parte
desta maravilhosa teia chamada Vida,
criada por Alguém bem superior a todos nós!
E que as grandes mudanças não ocorrem
por grandes feitos de alguns
e, sim, nas pequenas parcelas cotidianas de todos nós!

Chico Xavier
Nesse dia eu lhe desejo...
Um sol diferente!


Que apesar de todas as dificuldades,
Apesar de algumas tristezas que insistem,
Que mesmo com essa montanha erguida,
O sol possa ser seu presente mais doce.
Desejo que você aceite seu tempo, seja ele qual for.
Que sinta serenidade na espera necessária
Para que a semente plantada brote
No tempo certo.

Desejo a você um sol diferente.

Espalhando seu sorriso pela densidade das
Nuvens, simplificando o aspecto complicado de
Alguns momentos e mostrando-lhe
A fonte essencial para sua sede.

Não atires o pau no Gato

Não atires o pau ao gato to.. to
porque isso so.. so...
não se faz faz faz
o gatinho nho..nho...
é nosso amigo go...go
não devemos maltratar os animais
Jamais !!!
Se um dia

"Se um dia tiver que
escolher entre o mundo e o amor, lembre-se:
Se escolher o mundo, ficará sem o amor,
mas se escolher o amor,
com ele conquistará o mundo.

Albert Einstein